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Internacional: Universidade de Oxford e UNDP laçam nova forma de medir a pobreza |
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23-Jul-2010 |
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A Iniciativa para o Desenvolvimento Humano e Pobreza da Universidade de Oxford (OPHI) e o Gabinete de Relatórios do Desenvolvimento Humano do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (UNDP) lançaram, a 14 de Julho, em Londres, o inovador Índice Multidimensional de Pobreza (MPI).
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Esta nova forma de medir a pobreza (o MPI) foi desenvolvida e aplicada por peritos da OPHI, com o apoio da UNDP, a 104 países com uma população total de 5,2 mil milhões de pessoas e supera o Índice de Pobreza Humana que vinha sendo utilizado, desde 1997, nos Relatórios de Desenvolvimento Humano.
O MPI visa ser uma forma de medir pobreza que oferece uma perspectiva multidimensional das pessoas que vivem na pobreza, mobilizando 10 variáveis principais (nutrição, grau de instrução, acesso à saúde, electricidade e saneamento básico, entre outras), o que, segundo os seus criadores pode ajudar a identificar os recursos de desenvolvimento de forma mais eficiente. Este índice foi concebido para fornecer uma imagem mais abrangente e precisa da pobreza extrema a nível dos agregados familiares, do que as fórmulas tradicionais e anteriormente usadas que baseavam-se no conceito de “dólar por dia”.
Os resultados da aplicação do MPI destacam que 1,7 biliões de pessoas vivem na chamada “pobreza multidimensional”, o que não deixa de constituir uma surpresa, uma vez que esse número é superior em 4 biliões de pessoas aos que estão em situação de pobreza extrema (de acordo com os critérios do Banco Mundial). Por último, o estudo aponta que existem mais pobres no mundo do que o esperado e que metade deles vive na Ásia do Sul.
Conheça mais sobre o MPI aqui (em inglês) ou aceda à plataforma da OPHI .
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